COVID e doença de Lyme

Atualizado: Mai 18


Muitos pacientes no início da pandemia por coronavírus me perguntaram sobre a maior suscetibilidade e maior gravidade da doença nas pessoas que já possuem a doença de Lyme de base. Minha resposta na época, e da maioria dos especialistas em doença de Lyme ao redor do globo, foi que não existiam evidencias de que a doença de Lyme poderia aumentar a suscetibilidade ao coronavírus como acontece com outras infecções virais, como Herpes, citomegalovírus e Epstein-Barr. Também não existiam dados o bastante para termos certeza que a infecção seria mais grave, pois isso não ocorre com o vírus gripe comum, por exemplo.


Hoje entendemos melhor o coronavírus e sabemos que não se trata apenas de um vírus respiratório, e possui muito pouco em comum com o vírus da gripe a qual estamos acostumados.


O coronavírus vira nosso próprio sistema imunológico contra nós. Ativa nosso sistema imunológico e produz excessivamente citocinas diferentes, o que acaba ativando ainda mais o sistema imunológico. O coronavírus causa uma tempestade de citocinas e a superprodução de citocinas, causa grande parte das alterações que vemos nos pacientes com coronavírus, como danos nos pulmões e pneumonia. A inflamação pode ser um componente da disfunção cardiovascular e neurológica, como dores de cabeça e outras manifestações neurológicas que também vemos em pacientes com coronavírus. Essas alterações imunológicas também provocam ativação dos fatores de coagulação e aparecimento de micro coágulos dentro dos vasos sanguíneos e piorando ainda mais o estado clinico do paciente.


Pacientes com doença de Lyme já apresentam o sistema imunológico em um estado “hiperalerta” por si só, causando alterações inflamatórias e uma miríade de sintomas. Logo, a soma das duas patologias pode resultar aumento importante da gravidade de ambas as doenças.


O ideal é que os pacientes de Lyme tenham cuidado redobrado nas medidas preventivas contra o coronavírus.

Também podem tomas outras precauções para se manterem saudáveis, uma maneira de apoiar a boa saúde é melhorar o microbioma intestinal, que desempenha um papel profundo em manter o intestino e o sistema imunológico saudáveis.

Também devem realizar um teste de base dos níveis de vitaminas e identificar deficiências. Muitas pessoas têm deficiências e não percebem isso. É importante verificar os níveis de vitamina D para garantir que esteja em uma boa faixa e que esteja tomando o suplemento se tiver uma deficiência. O zinco e a quercetina são uma boa combinação porque são anti-inflamatórios e o zinco tem um efeito antiviral. Pesquisas na China e nos EUA descobriram que a vitamina C tem um efeito positivo na infecção por coronavírus quando usada por via oral e intravenosa.

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