Alergia à carne vermelha (síndrome alfa-gal)


A Alergia à carne vermelha foi descoberta na Austrália em 2006 e sua incidência tem aumentado no mundo todo. A molécula Galactose-alfa-1,3-galactose, conhecida popularmente como Alfa-Gal, é um carboidrato encontrada na membrana celular da maioria dos mamíferos, não é encontrada apenas nos primatas, que na cadeia evolutiva perderam o gene responsável pela sua síntese. A maioria das alergias alimentares é voltada contra uma molécula proteica, mas a alfa-gal é incomum por se tratar de um carboidrato.

Os sinais e sintomas de uma reação alérgica alfa-gal são frequentemente tardios em comparação com outras alergias alimentares. A maioria das reações aos alérgenos alimentares comuns - amendoim ou marisco, por exemplo - ocorre poucos minutos após a exposição. Na síndrome alfa-gal, os sinais e sintomas geralmente não aparecem por três a seis horas após o consumo de carne vermelha.

Os sinais e sintomas da síndrome alfa-gal podem incluir:

- Urticária, comichão ou coceira na pele (eczema)

- Inchaço dos lábios, rosto, língua e garganta ou outras partes do corpo

- Chiado ou falta de ar

- Nariz escorrendo ou espirros

- Dor abdominal, diarreia, náusea ou vômito

- Dores de cabeça

- Anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal que restringe a respiração

Ninguém nasce com alergia à alfa-gal, mas adquire durante a vida. As picadas de diversos tipos de carrapatos estão ligadas ao surgimento dessa síndrome. Acredita-se que os carrapatos que causam a síndrome alfa-gal carregam moléculas alfa-gal do sangue dos animais que costumam picar, como vacas e ovelhas. Quando um carrapato portador pica um humano, o carrapato injeta alfa-gal no corpo da pessoa. Por razões desconhecidas, algumas pessoas têm uma resposta imune tão forte a essas moléculas que não conseguem mais comer carne vermelha sem uma reação alérgica leve a grave. Pessoas expostas a muitas picadas de carrapatos ao longo do tempo podem desenvolver sintomas mais graves. Pessoas com anormalidades mastocitárias também costumam ter sintomas piores.

O tratamento dos casos mais graves se dá do mesmo jeito das outras alergias alimentares, com anti-histamínicos ou mesmo adrenalina quando existe uma situação que cause risco de morte.

Lembrando que a molécula alfa-gal não é encontrada em aves e peixes, e pessoas atingidas por essa síndrome devem dar preferência a essas fontes de proteínas animal.

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